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Dicas de Viagem

postado dia 10/03/2016

Viagem ao Japão

Depois de várias reuniões, planejamento, orçamento, preparativos, a expectativa de todos era enorme, em se tratando em ser a primeira viagem ao Japão para muitos dos participantes, e ser um país com uma cultura milenar, tradições e costumes tão diferentes do Brasil.

Seguindo um detalhado programa previamente elaborado pela equipe da Operadora de Turismo, fomos sempre acompanhados de guias do Brasil e depois por duas guias japonesas que haviam morado no Brasil durante mais de 1 ano, efetuamos o translado do aeroporto ao Ark Hotel Osaka, um hotel simples, asseado, situado no centro da cidade, com acomodações suficientes para matar o sono de todos, devido ao cansaço e à diferença de 12 horas de fuso horário...

Osaka, a segunda maior cidade do Japão, com palácios imperiais construídos a partir do século IV, desenvolveu-se durante o período EDO (1603 a 1868) marcado pelo governo do Xogunato Tokugawa (era dos samurais), tornando-se atualmente numa agitada megalópole rica em cultura, história e diversão.

Após o café da manhã, embarcamos no ônibus para o Aquário Kaiyukan, o maior e mais completo aquário do Japão e no trajeto deu para sentir a diferença pela limpeza das ruas, sem pichações nos prédios, o trânsito fluindo devagar (50 km/h máxima permitida nas avenidas) e para nosso deleite, as cerejeiras estavam floridas e maravilhosas em todos os cantos da cidade!

Para orientar o passeio no aquário, além dos 2 guias brasileiros, uma das guias japonesas seguia à frente do nosso grupo de turistas com uma bandeira colorida como ponto de referência, enquanto a outra, cerrava o grupo, evitando desvios e extravios dos retardatários e incautos em terra estranha!

Da mesma forma, fomos conduzidos ao bairro de eletro-eletrônicos, lojas de “duty-free”, visita ao Parque Memorial do Terremoto Hanshin-Awaji (ocorrido em Osaka e Kobe - 1995), ao vizinho porto de Kobe, de onde partiu o navio Kasato-Maru que trouxe os primeiros 781 imigrantes japoneses ao Brasil em 1908.

Depois mais shopping no “Mosaic” para passeios e compras, tudo bem orientado e sem confusões...inclusive para escolha do cardápio! Aliás, o que também descobrimos não ser problema apesar da dificuldade do entendimento da linguagem japonesa, pois vários restaurantes têm mostruários em suas vitrines, com réplicas perfeitas dos pratos servidos e com os respectivos preços em yen (moeda japonesa – conversão aprox. 1 US$ = 120 yens).

Dia seguinte, deixamos Osaka partindo de ônibus com toda bagagem, passando por Nara, a primeira capital do Japão no século VIII com visitas aos templos Todaiji (maior estátua em bronze fundido do Buda em recinto fechado - 749), Kasuga, Parque dos Cervos Sagrados e ao final da tarde chegar a Kyoto com parada para compras em uma grande loja de artesanatos  típicos e lembranças de várias regiões do Japão, depois  acomodados no Karasuma Kyoto Hotel, confortável e bem localizado.

Pernoitamos 2 noites em Kyoto, antiga capital do país por mais de 1000 anos desde o ano 794, que passou incólume aos bombardeios da 2ª Guerra Mundial. Rica em tradição histórica, conserva ainda os templos antiquíssimos e palácios imponentes construído na época e é o centro religioso do Japão. Visita ao Castelo Nijo, ao Templo Xintoísta Heian com seus belos e enormes jardins onde inúmeras variedades de centenários pés de cerejeiras (sakurá) totalmente floridos ornamentavam caminhos, trilhas, beira dos lagos e inconfundíveis casas de chá ao ar livre para deleite de todos em plena primavera do Japão. A flor da cerejeira é a flor símbolo do Japão equivalente ao Ipê no Brasil).

Imperdível também foi a visita ao Pavilhão Dourado (Kinkakuji) com seu adorno de fênix em bronze no teto e belos jardins floridos, bem como aproveitar a tarde livre para conhecer o tradicicional Teatro Gyon Corner, com as apresentações de danças das “Maikos” (Gueixas). Cerimônia do chá, música, enfim passear pelas ruelas estreitas de bairros tradicionais, onde permanecem muitas construções antigas dessa época de ouro do desenvolvimento de Kyoto.

No 7º dia, após o café partimos em direção à estação de Kyoto para embarcarmos no trem bala “Shinkan-sen”, com bagagem necessária para duas noites para facilitar a mobilidade durante os embarques/desembarques e transferências nas próximas cidades programadas, conforme orientado previamente.

Este esquema foi planejado de forma que as grandes e pesadas malas seriam transportadas por caminhão fechado e despachadas diretamente ao hotel em Beppu, onde chegaríamos ao final do 9º dia, e funcionou muito bem para o restante do trajeto do pacote turístico. Apesar disso, alguns ainda exageraram nas bagagens do tipo “estritamente necessário para  2 noites” como bons brasileiros, sofrendo para caminhar com suas pesadas “malinhas”nas ruas, nos acessos das estações, nas escadas rolantes, etc.

Cabe lembrar também  que os meios de transporte do Japão são pontuais, e o tempo de embarque e desembarque são rígidos e realizados em poucos minutos, embora a multidão nessa hora seja uma constante! Outro fato que facilitou nossa vida é que foi providenciado dentro do pacote turismo a compra de passes livres (Japan Railways Pass) para utilização no trem-bala e em outros, para nosso trajeto, bem como a compra de ingressos antecipados para a entrada nos pontos turísticos, templos, castelos  e museus, evitando-se perda de tempo e filas enormes se fossemos adquirir ingressos no local, com possibilidade de não haver mais disponibilidades.

Lembro que em determinado trecho, ocorreu um terremoto mais significativo e os trens foram  obrigados a ficarem parados, por questão de segurança.  Com isto, nossa viagem de trem no interior da região sul do Japão, sofreu atraso e acabamos perdendo o horário de nossa conexão em Kokura com o trem-bala. Felizmente, as guias do Japão conseguiram providenciar as passagens para mais de 40 brasileiros do nosso grupo com pouco tempo de espera e pudemos prosseguir nossa viagem no trem bala no horário seguinte. Não sei como seria se estivesse sozinho numa situação dessa...(e sem poder se comunicar a contento!)

Outras dicas das guias locais foram dadas durante os passeios, tais como adquirir “lanches/refeições” nos quiosques das estações, pois os preços são mais baratos do que comprar dentro do “Shinkan-sen”, cujas poltronas dispõe de mesinhas (tipo do avião) para fazer a refeição durante a viagem, coisa comum no Japão! Outras dicas, foram as orientações de lojas e de restaurantes em cada cidade visitada..., produtos melhores, bons preços, etc.

Em Hiroshima – com hospedagem no Hotel New Hiroden, realizada visita ao Parque Memorial da Paz, construído em memória às vítimas da bomba atômica e ao Museu da bomba Atômica, onde estão expostos objetos e fotos que registram os efeitos da explosão.  À tarde, prosseguimento do trajeto até a encantadora e calma Ilha de Miyajima, para visita ao Templo Itsukushima, reconhecido como Patrimônio Cultural da Humanidade e possui o famoso e belo “torii” que parece flutuar sobre as águas durante a maré cheia.

Após o café da manhã, caminhada até a estação de Hiroshima para embarque no trem bala com destino a Hakata, mais ao sul. Chegada e conexão no trem expresso com destino a Nagasaki. Esta cidade era a única porta de entrada dos estrangeiros ao Japão durante o período EDO, quando os portos japoneses estavam fechados ao comercio exterior.

Nagasaki foi influenciada pelo cristianismo, que foi visitada por São Francisco de Assis, guarda ainda hoje as reminiscências dos primórdios dessa religião no país. Visita à Igreja Católica Oura, à Mansão Glover - cenário da ópera “Madame Butterfly”, às construções do tipo ocidental com tijolos à vista, construídas  pelos espanhóis e portugueses, os navegadores comerciantes da época, além de ver e poder comprar pérolas cultivadas nas baias do litoral local. A hospedagem no Hotel Holiday Inn Nagasaki.

Dia seguinte, partida de ônibus com destino a Kumamoto e visita ao Castelo de Kumamoto, famoso por sua construção planejada estrategicamente e fortificada contra ataques dos inimigos do líder local. Seguimos a rota passando pelo Monte Aso, vulcão ainda ativo, visitando o topo da cratera através de teleférico, o que foi possível pois afortunadamente o tempo permitiu. Uma experiência incrível, ver ao fundo da cratera, os gases sulfurosos saindo das fendas, e lá embaixo um pequeno lago de cores esverdeadas ou cinzas.

 Ao final da tarde, chegamos a Beppu, a cidade das fontes termais, conhecidas como “onsen”, de fama internacional, cujas fontes produzem um dos maiores volumes de água termal  do mundo, além de que o vapor d’água por ser visto à distância. Beppu possui várias fontes, cada qual com diferentes qualidades de águas e os mais diversos poderes medicinais. Nada como tomar um relaxante banho de imersão, nas água tépidas e em banheiro enorme e coletivo (separados para os homens e mulheres), com vistas para a mar e depois repousar  no Hotel Kamenoi e recobrar as energias gastas até pouco mais da metade do nosso tour turístico ao sul do Japão.

Concluído o café da manhã, as malas grandes e pesadas novamente seguiram no caminhão fechado com destino ao hotel em Tokyo, e nós partimos de ônibus para visitar as diversas fontes termais na região conhecida como “Jigoku” ou seja “Inferno”, devido a existência da águas borbulhantes de diversas cores, devido a composição do material do local, que expelem odor de enxofre no ar e tão aquecidas que podem cozinhar ovos, tornando-os negros devido ao óxidos minerais.

Depois na estação ferroviária de Beppu, tomamos o trem expresso e fizemos a conexão em Kokura, onde embarcamos no trem bala, com destino a Okayama. No caminho, passamos por Kurashiki um grande centro cultural da província de Okayama, com visita ao bairro Bikan Chiku e ao Museu de Artesanatos Kurashiki.  Prosseguindo para cidade de Okayama, com visita ao Jardim Korakuen, considerado um dos mais belos jardins no estilo japonês, de onde se avistava ao longe, o castelo de Okayama. A hospedagem foi no Mitsui Garden Hotel Okayama, e à medida que nosso roteiro avançava, o cansaço era proporcional, mas as acomodações também foram tornando-se melhores e sempre bem localizadas.

De manhã, tomamos o ônibus para atravessarmos parte da gigantesca Ponte Seto Ohashi, até a Ilha Yoshima, onde além de apreciar os belos jardins floridos, um mini-cruzeiro permitiu ver os detalhes da fantástica Ponte Seto e sua magnitude em todos os ângulos. Concluída a visita, retornamos à estação de Okayama para embarque no trem bala com destino a Nagoya.

Em Nagoya, a visita foi ao Museu Comemorativo da Industria e Tecnologia da Toyota, onde se observou todo desenvolvimento da indústria automobilística e os processos de automação utilizados na linha de montagem, inclusive com muito uso de robôs.

Na sequência embarcamos novamente no trem bala com destino a Atami e hospedagem no Ikeda Ryokan (hotel no estilo japonês), e desfrute das suas saudáveis fontes termais com suas águas de vários tipos de minerais que ajudam no rejuvenescimento, no combate ao stress, etc.

À noite, o ponto alto foi o jantar especial com comida japonesa, em traje típico japonês (concedido pelo hotel) em ambiente aconchegante conforme manda a tradição. E, para finalizar noite, um descanso merecido num quarto de “tatame” para dormir com um suave “futon”.

Após um café típico japonês, partida de ônibus com destino a Hakone, região de muitas termas e participar de um cruzeiro pelo Lago Ashi, e visita ao Vale Owakudani, onde pode ser observada a névoa  constante produzida pelos vapores sulfurosos expelidos pelas fendas vulcânicas e alguns pontos com geisers.

Prosseguimento da viagem para Tokyo, passando pelo Monte Fujii (2.305 m de altitude) porém, o tempo chuvoso não permitiu a subida até a 5ª Estação, e ficamos no sopé do extinto vulcão, visitando a exposição de rochas vulcânicas, dados e fotos do Monte Fujii, considerado sagrado para todo japonês.

Chegada a Tokyo, capital do Japão, cidade elegante com prédios modernos, centro administrativo e financeiro do país. Uma metrópole altamente ocidentalizada, que conserva, entretanto, aspectos de sua cultura ancestral. Essa combinação do tradicional e moderno, a ebulição dos seus centros comerciais e as festividades populares refletem os costumes e tradições milenares  que encantam os visitantes.

Hospedagem no luxuoso Hotel New Otani, um dos mais belos do Japão, com seu famoso jardim ocupando uma enorme área na região central de Tokyo. Além das árvores podadas (como bonsais gigantes), flores, lagos   com suas lojas e instalações impecáveis.

Três dias passados em Tokyo, com conforto do hotel 5 estrelas, com direito a visita matinal ao Mercado Tsukiji, um interessante mercado que oferece grande diversidade de peixes e frutos do mar, e tomar um café da manhã num restaurante local.

O tour seguiu para um passeio à Praça do Palácio Imperial (Residência da Família Imperial), ao Templo Asakusa Kannon, com suas pequenas e típicas lojas de souvenir, e à Torre de Tokyo.

Uma tarde e mais dia todo livre na programação foram insuficientes para visitar Akihabara, o famoso bairro de eletro-eletrônicos com grande variedade de produtos a preços reduzidos e duty free para os estrangeiros; ou os programas opcionais como visita ao Museu Edo, a Tokyo Disney Resort, cruzeiro pela baia de Tokyo, à Kamakura onde está a maior estátua em bronze do Buda em ambiente externo. Porém, imperdível e recomendável é uma visita ao Parque Nacional de Nikko com suas belas paisagens, onde templos e santuários riquíssimos e entalhados dos primeiros Generalíssimos Xoguns mesclam-se harmoniosamente com a natureza.

No 15º dia, após o café da manhã, preparação das malas para à tarde efetuar o translado ao Aeroporto Internacional de Tokyo e embarcar no voo com destino a São Paulo, com escala em Toronto.

O pacote turístico abrangeu os pontos turísticos principais de toda região ao sul do Japão até  Tokyo, área mais desenvolvida e temperatura mais amena do que a região norte (mais agrícola e com inverno  rigoroso e muita neve), o que permitiu uma visão geral do país com seus costumes e tradições.

Uma viagem cansativa pela distância e duração do voo internacional, porém o benefício foi compensador pela organização estrutural bem planejada e atendimento das guias que alcançou plenamente às expectativas do nosso grupo de Florianópolis.

Depois de várias reuniões, planejamento, orçamento, preparativos, a expectativa de todos era enorme, em se tratando em ser a primeira viagem ao Japão para muitos dos participantes, e ser um país com uma cultura milenar, tradições e costumes tão diferentes do Brasil.

Seguindo um detalhado programa previamente elaborado pela equipe da Operadora de Turismo, fomos sempre acompanhados de guias do Brasil e depois por duas guias japonesas que haviam morado no Brasil durante mais de 1 ano, efetuamos o translado do aeroporto ao Ark Hotel Osaka, um hotel simples, asseado, situado no centro da cidade, com acomodações suficientes para matar o sono de todos, devido ao cansaço e à diferença de 12 horas de fuso horário...

Osaka, a segunda maior cidade do Japão, com palácios imperiais construídos a partir do século IV, desenvolveu-se durante o período EDO (1603 a 1868) marcado pelo governo do Xogunato Tokugawa (era dos samurais), tornando-se atualmente numa agitada megalópole rica em cultura, história e diversão.

Após o café da manhã, embarcamos no ônibus para o Aquário Kaiyukan, o maior e mais completo aquário do Japão e no trajeto deu para sentir a diferença pela limpeza das ruas, sem pichações nos prédios, o trânsito fluindo devagar (50 km/h máxima permitida nas avenidas) e para nosso deleite, as cerejeiras estavam floridas e maravilhosas em todos os cantos da cidade!

Para orientar o passeio no aquário, além dos 2 guias brasileiros, uma das guias japonesas seguia à frente do nosso grupo de turistas com uma bandeira colorida como ponto de referência, enquanto a outra, cerrava o grupo, evitando desvios e extravios dos retardatários e incautos em terra estranha!

Da mesma forma, fomos conduzidos ao bairro de eletro-eletrônicos, lojas de “duty-free”, visita ao Parque Memorial do Terremoto Hanshin-Awaji (ocorrido em Osaka e Kobe - 1995), ao vizinho porto de Kobe, de onde partiu o navio Kasato-Maru que trouxe os primeiros 781 imigrantes japoneses ao Brasil em 1908.

Depois mais shopping no “Mosaic” para passeios e compras, tudo bem orientado e sem confusões...inclusive para escolha do cardápio! Aliás, o que também descobrimos não ser problema apesar da dificuldade do entendimento da linguagem japonesa, pois vários restaurantes têm mostruários em suas vitrines, com réplicas perfeitas dos pratos servidos e com os respectivos preços em yen (moeda japonesa – conversão aprox. 1 US$ = 120 yens).

Dia seguinte, deixamos Osaka partindo de ônibus com toda bagagem, passando por Nara, a primeira capital do Japão no século VIII com visitas aos templos Todaiji (maior estátua em bronze fundido do Buda em recinto fechado - 749), Kasuga, Parque dos Cervos Sagrados e ao final da tarde chegar a Kyoto com parada para compras em uma grande loja de artesanatos  típicos e lembranças de várias regiões do Japão, depois  acomodados no Karasuma Kyoto Hotel, confortável e bem localizado.

Pernoitamos 2 noites em Kyoto, antiga capital do país por mais de 1000 anos desde o ano 794, que passou incólume aos bombardeios da 2ª Guerra Mundial. Rica em tradição histórica, conserva ainda os templos antiquíssimos e palácios imponentes construído na época e é o centro religioso do Japão. Visita ao Castelo Nijo, ao Templo Xintoísta Heian com seus belos e enormes jardins onde inúmeras variedades de centenários pés de cerejeiras (sakurá) totalmente floridos ornamentavam caminhos, trilhas, beira dos lagos e inconfundíveis casas de chá ao ar livre para deleite de todos em plena primavera do Japão. A flor da cerejeira é a flor símbolo do Japão equivalente ao Ipê no Brasil).

Imperdível também foi a visita ao Pavilhão Dourado (Kinkakuji) com seu adorno de fênix em bronze no teto e belos jardins floridos, bem como aproveitar a tarde livre para conhecer o tradicicional Teatro Gyon Corner, com as apresentações de danças das “Maikos” (Gueixas). Cerimônia do chá, música, enfim passear pelas ruelas estreitas de bairros tradicionais, onde permanecem muitas construções antigas dessa época de ouro do desenvolvimento de Kyoto.

No 7º dia, após o café partimos em direção à estação de Kyoto para embarcarmos no trem bala “Shinkan-sen”, com bagagem necessária para duas noites para facilitar a mobilidade durante os embarques/desembarques e transferências nas próximas cidades programadas, conforme orientado previamente.

Este esquema foi planejado de forma que as grandes e pesadas malas seriam transportadas por caminhão fechado e despachadas diretamente ao hotel em Beppu, onde chegaríamos ao final do 9º dia, e funcionou muito bem para o restante do trajeto do pacote turístico. Apesar disso, alguns ainda exageraram nas bagagens do tipo “estritamente necessário para  2 noites” como bons brasileiros, sofrendo para caminhar com suas pesadas “malinhas”nas ruas, nos acessos das estações, nas escadas rolantes, etc.

Cabe lembrar também  que os meios de transporte do Japão são pontuais, e o tempo de embarque e desembarque são rígidos e realizados em poucos minutos, embora a multidão nessa hora seja uma constante! Outro fato que facilitou nossa vida é que foi providenciado dentro do pacote turismo a compra de passes livres (Japan Railways Pass) para utilização no trem-bala e em outros, para nosso trajeto, bem como a compra de ingressos antecipados para a entrada nos pontos turísticos, templos, castelos  e museus, evitando-se perda de tempo e filas enormes se fossemos adquirir ingressos no local, com possibilidade de não haver mais disponibilidades.

Lembro que em determinado trecho, ocorreu um terremoto mais significativo e os trens foram  obrigados a ficarem parados, por questão de segurança.  Com isto, nossa viagem de trem no interior da região sul do Japão, sofreu atraso e acabamos perdendo o horário de nossa conexão em Kokura com o trem-bala. Felizmente, as guias do Japão conseguiram providenciar as passagens para mais de 40 brasileiros do nosso grupo com pouco tempo de espera e pudemos prosseguir nossa viagem no trem bala no horário seguinte. Não sei como seria se estivesse sozinho numa situação dessa...(e sem poder se comunicar a contento!)

Outras dicas das guias locais foram dadas durante os passeios, tais como adquirir “lanches/refeições” nos quiosques das estações, pois os preços são mais baratos do que comprar dentro do “Shinkan-sen”, cujas poltronas dispõe de mesinhas (tipo do avião) para fazer a refeição durante a viagem, coisa comum no Japão! Outras dicas, foram as orientações de lojas e de restaurantes em cada cidade visitada..., produtos melhores, bons preços, etc.

Em Hiroshima – com hospedagem no Hotel New Hiroden, realizada visita ao Parque Memorial da Paz, construído em memória às vítimas da bomba atômica e ao Museu da bomba Atômica, onde estão expostos objetos e fotos que registram os efeitos da explosão.  À tarde, prosseguimento do trajeto até a encantadora e calma Ilha de Miyajima, para visita ao Templo Itsukushima, reconhecido como Patrimônio Cultural da Humanidade e possui o famoso e belo “torii” que parece flutuar sobre as águas durante a maré cheia.

Após o café da manhã, caminhada até a estação de Hiroshima para embarque no trem bala com destino a Hakata, mais ao sul. Chegada e conexão no trem expresso com destino a Nagasaki. Esta cidade era a única porta de entrada dos estrangeiros ao Japão durante o período EDO, quando os portos japoneses estavam fechados ao comercio exterior.

Nagasaki foi influenciada pelo cristianismo, que foi visitada por São Francisco de Assis, guarda ainda hoje as reminiscências dos primórdios dessa religião no país. Visita à Igreja Católica Oura, à Mansão Glover - cenário da ópera “Madame Butterfly”, às construções do tipo ocidental com tijolos à vista, construídas  pelos espanhóis e portugueses, os navegadores comerciantes da época, além de ver e poder comprar pérolas cultivadas nas baias do litoral local. A hospedagem no Hotel Holiday Inn Nagasaki.

Dia seguinte, partida de ônibus com destino a Kumamoto e visita ao Castelo de Kumamoto, famoso por sua construção planejada estrategicamente e fortificada contra ataques dos inimigos do líder local. Seguimos a rota passando pelo Monte Aso, vulcão ainda ativo, visitando o topo da cratera através de teleférico, o que foi possível pois afortunadamente o tempo permitiu. Uma experiência incrível, ver ao fundo da cratera, os gases sulfurosos saindo das fendas, e lá embaixo um pequeno lago de cores esverdeadas ou cinzas.

 Ao final da tarde, chegamos a Beppu, a cidade das fontes termais, conhecidas como “onsen”, de fama internacional, cujas fontes produzem um dos maiores volumes de água termal  do mundo, além de que o vapor d’água por ser visto à distância. Beppu possui várias fontes, cada qual com diferentes qualidades de águas e os mais diversos poderes medicinais. Nada como tomar um relaxante banho de imersão, nas água tépidas e em banheiro enorme e coletivo (separados para os homens e mulheres), com vistas para a mar e depois repousar  no Hotel Kamenoi e recobrar as energias gastas até pouco mais da metade do nosso tour turístico ao sul do Japão.

Concluído o café da manhã, as malas grandes e pesadas novamente seguiram no caminhão fechado com destino ao hotel em Tokyo, e nós partimos de ônibus para visitar as diversas fontes termais na região conhecida como “Jigoku” ou seja “Inferno”, devido a existência da águas borbulhantes de diversas cores, devido a composição do material do local, que expelem odor de enxofre no ar e tão aquecidas que podem cozinhar ovos, tornando-os negros devido ao óxidos minerais.

Depois na estação ferroviária de Beppu, tomamos o trem expresso e fizemos a conexão em Kokura, onde embarcamos no trem bala, com destino a Okayama. No caminho, passamos por Kurashiki um grande centro cultural da província de Okayama, com visita ao bairro Bikan Chiku e ao Museu de Artesanatos Kurashiki.  Prosseguindo para cidade de Okayama, com visita ao Jardim Korakuen, considerado um dos mais belos jardins no estilo japonês, de onde se avistava ao longe, o castelo de Okayama. A hospedagem foi no Mitsui Garden Hotel Okayama, e à medida que nosso roteiro avançava, o cansaço era proporcional, mas as acomodações também foram tornando-se melhores e sempre bem localizadas.

De manhã, tomamos o ônibus para atravessarmos parte da gigantesca Ponte Seto Ohashi, até a Ilha Yoshima, onde além de apreciar os belos jardins floridos, um mini-cruzeiro permitiu ver os detalhes da fantástica Ponte Seto e sua magnitude em todos os ângulos. Concluída a visita, retornamos à estação de Okayama para embarque no trem bala com destino a Nagoya.

Em Nagoya, a visita foi ao Museu Comemorativo da Industria e Tecnologia da Toyota, onde se observou todo desenvolvimento da indústria automobilística e os processos de automação utilizados na linha de montagem, inclusive com muito uso de robôs.

Na sequência embarcamos novamente no trem bala com destino a Atami e hospedagem no Ikeda Ryokan (hotel no estilo japonês), e desfrute das suas saudáveis fontes termais com suas águas de vários tipos de minerais que ajudam no rejuvenescimento, no combate ao stress, etc.

À noite, o ponto alto foi o jantar especial com comida japonesa, em traje típico japonês (concedido pelo hotel) em ambiente aconchegante conforme manda a tradição. E, para finalizar noite, um descanso merecido num quarto de “tatame” para dormir com um suave “futon”.

Após um café típico japonês, partida de ônibus com destino a Hakone, região de muitas termas e participar de um cruzeiro pelo Lago Ashi, e visita ao Vale Owakudani, onde pode ser observada a névoa  constante produzida pelos vapores sulfurosos expelidos pelas fendas vulcânicas e alguns pontos com geisers.

Prosseguimento da viagem para Tokyo, passando pelo Monte Fujii (2.305 m de altitude) porém, o tempo chuvoso não permitiu a subida até a 5ª Estação, e ficamos no sopé do extinto vulcão, visitando a exposição de rochas vulcânicas, dados e fotos do Monte Fujii, considerado sagrado para todo japonês.

Chegada a Tokyo, capital do Japão, cidade elegante com prédios modernos, centro administrativo e financeiro do país. Uma metrópole altamente ocidentalizada, que conserva, entretanto, aspectos de sua cultura ancestral. Essa combinação do tradicional e moderno, a ebulição dos seus centros comerciais e as festividades populares refletem os costumes e tradições milenares  que encantam os visitantes.

Hospedagem no luxuoso Hotel New Otani, um dos mais belos do Japão, com seu famoso jardim ocupando uma enorme área na região central de Tokyo. Além das árvores podadas (como bonsais gigantes), flores, lagos   com suas lojas e instalações impecáveis.

Três dias passados em Tokyo, com conforto do hotel 5 estrelas, com direito a visita matinal ao Mercado Tsukiji, um interessante mercado que oferece grande diversidade de peixes e frutos do mar, e tomar um café da manhã num restaurante local.

O tour seguiu para um passeio à Praça do Palácio Imperial (Residência da Família Imperial), ao Templo Asakusa Kannon, com suas pequenas e típicas lojas de souvenir, e à Torre de Tokyo.

Uma tarde e mais dia todo livre na programação foram insuficientes para visitar Akihabara, o famoso bairro de eletro-eletrônicos com grande variedade de produtos a preços reduzidos e duty free para os estrangeiros; ou os programas opcionais como visita ao Museu Edo, a Tokyo Disney Resort, cruzeiro pela baia de Tokyo, à Kamakura onde está a maior estátua em bronze do Buda em ambiente externo. Porém, imperdível e recomendável é uma visita ao Parque Nacional de Nikko com suas belas paisagens, onde templos e santuários riquíssimos e entalhados dos primeiros Generalíssimos Xoguns mesclam-se harmoniosamente com a natureza.

No 15º dia, após o café da manhã, preparação das malas para à tarde efetuar o translado ao Aeroporto Internacional de Tokyo e embarcar no voo com destino a São Paulo, com escala em Toronto.

O pacote turístico abrangeu os pontos turísticos principais de toda região ao sul do Japão até  Tokyo, área mais desenvolvida e temperatura mais amena do que a região norte (mais agrícola e com inverno  rigoroso e muita neve), o que permitiu uma visão geral do país com seus costumes e tradições.

Uma viagem cansativa pela distância e duração do voo internacional,porém o benefício foi compensador pela organização estrutural bem planejada e atendimento das guias que alcançou plenamente às expectativas do nosso grupo de Florianópolis.

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